A Cybercheck é uma ferramenta de IA generativa que alega identificar os autores de crimes por meio de geolocalização com "90% de precisão". Foi usada em milhares de casos criminais nos Estados Unidos, incluindo casos de pena de morte, mas sérias dúvidas foram levantadas sobre a sua precisão e confiabilidade. O seu criador, Adam Mosher, recusou-se repetidamente a explicar como a tecnologia funciona, alegando que se trata de um software proprietário. Mosher afirmou sob juramento que o Cybercheck não mantém registos de onde obtém os seus dados, como faz conexões entre os pontos de dados ou como calcula as suas taxas de precisão. Em algumas jurisdições, incluindo um caso no Colorado, os juízes consideraram as provas produzidas pela Cybercheck inadmissíveis e, consequentemente, as acusações foram retiradas. Em abril de 2024, advogados em Arkon, Ohio, acusaram Mosher de perjúrio. O caso mais divulgado que utilizou a Cybercheck é o da condenação de Adarus Black em 2022, que recebeu uma sentença de prisão perpétua após ser acusado de um tiroteio de a partir de um carro em movimento, apesar da falta de provas diretas. Os jurados disseram que a sua decisão baseou-se inteiramente no testemunho de Mosher. Atualmente é objeto de uma investigação do podcast Uncover da CBC.

Referências