A Orquestra Sinfónica de Lisboa foi uma orquestra sinfónica portuguesa, formada em Lisboa em 1953 pelo maestro Fernando Cabral. Activa nas décadas de 1950 e 1960, esteve ligada a concertos sinfónicos promovidos em Lisboa, nomeadamente no Pavilhão dos Desportos, actual Pavilhão Carlos Lopes, e participou em primeiras audições de obras de compositores portugueses.
História Foi formada pelo maestro Fernando Cabral em 1953, estreando-se no Pavilhão dos Desportos, sob a direcção do mesmo maestro a 30 de Dezembro de 1953. A designação «Orquestra Sinfónica de Lisboa» tinha, contudo, antecedentes no meio musical português. O Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa regista, por exemplo, a estreia da Sinfonia n.o 1, de Luís de Freitas Branco, em 27 de Dezembro de 1925, no Teatro São Luiz, por uma Orquestra Sinfónica de Lisboa dirigida por Pedro Blanch. A Orquestra desenvolveu actividade em concertos de repertório sinfónico e em programas dedicados à música portuguesa, com o maestro Fernando Cabral como director em várias apresentações. Em 1955, a imprensa lisboeta anunciava concertos da Orquestra Sinfónica de Lisboa sob a direcção de Fernando Cabral, incluindo apresentações com o pianista Sérgio Varella Cid. Em 1960, o Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa regista uma execução da Sinfonia n.o 1, de Luís de Freitas Branco, pela Orquestra Sinfónica de Lisboa dirigida por Fernando Cabral, no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa.
Concertos «Lisboa e a Música» Em 1962, a Câmara Municipal de Lisboa encomendou uma série de poemas sinfónicos destinados a exaltar a história e a vida da cidade. As estreias foram organizadas em dois concertos intitulados Lisboa e a Música, ambos com interpretação da Orquestra Sinfónica de Lisboa. O primeiro concerto realizou-se em 13 de Junho de 1962, dia de Santo António de Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, numa parceria entre a Emissora Nacional e a Câmara Municipal de Lisboa, incluindo obras em primeira audição de Joly Braga Santos, Ruy Coelho, Wenceslau Pinto e José Domingos Brandão, interpretadas pela Orquestra Sinfónica de Lisboa e dirigidas pelos maestros Fernando Cabral, Ruy Coelho e Wenceslau Pinto. A Metropolitana identifica, neste programa, os poemas sinfónicos As Ruínas do Carmo, de Joly Braga Santos, O Castelo de Lisboa, de Ruy Coelho, O Aqueduto das Águas Livres, de Wenceslau Pinto, e Alfama, de José Domingos Brandão. O segundo concerto realizou-se em 25 de Outubro de 1962 e incluiu, entre outras obras, O Terramoto de Lisboa, de Armando José Fernandes, poema sinfónico encomendado pela Câmara Municipal de Lisboa em 1961. O Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa regista a estreia desta obra em 1962, no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa, pela Orquestra Sinfónica de Lisboa, com direcção de Fernando Cabral. A RTP Arquivos conserva uma gravação dessa primeira audição, identificando a obra como interpretada pela Orquestra Sinfónica de Lisboa dirigida por Fernando Cabral.
Repertório documentado Entre as obras documentadas no repertório da Orquestra Sinfónica de Lisboa contam-se:
Sinfonia n.o 1, de Luís de Freitas Branco, executada em 1960 no Pavilhão dos Desportos, sob direcção de Fernando Cabral; As Ruínas do Carmo, de Joly Braga Santos, em primeira audição no concerto Lisboa e a Música, em 1962; O Castelo de Lisboa, de Ruy Coelho, em primeira audição no mesmo ciclo; O Aqueduto das Águas Livres, de Wenceslau Pinto, em primeira audição no mesmo ciclo; Alfama, de José Domingos Brandão, em primeira audição no mesmo ciclo; O Terramoto de Lisboa, de Armando José Fernandes, estreado em 1962 no Pavilhão dos Desportos, sob direcção de Fernando Cabral.
Referências
Ligações externas Concerto de Música Portuguesa, 13 de Junho de 1962, RTP Arquivos Concerto de Música Portuguesa, 1962, RTP Arquivos «O Terramoto de Lisboa», Metropolitana Terramoto de Lisboa, Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa